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Japão reabrirá para turistas e Nova Zelândia já recebe brasileiros

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Japão reabrirá para turistas e Nova Zelândia já recebe brasileiros
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Japão reabrirá para turistas e Nova Zelândia já recebe brasileiros

Uma das últimas fronteiras que a pandemia fechou para o turismo internacional está prestes a ser reaberta. Na terça-feira,  o Japão anunciou que voltará a permitir, com muitas restrições, a entrada de estrangeiros em viagens a lazer a partir do final deste mês ou início de junho. O país asiático é ainda um dos poucos fechados num mundo que, aos poucos, volta a se acostumar com a ideia de fronteiras abertas, ainda que com todos os cuidados para controlar a Covid-19.

Em março, o Japão voltou a permitir a entrada de estrangeiros completamente vacinados e com visto de negócios e estudo, desde que apresentem testes negativos feitos antes do embarque, após a chegada e depois dos três dias de quarentena obrigatória. Brasileiros podem entrar nesse esquema, mas a Coronavac ainda não foi reconhecida pelo país.

Já para os turistas, o Brasil ficará de fora neste primeiro momento. Serão permitidas apenas pessoas de Austrália, Tailândia, Cingapura e Estados Unidos, que serão submetidas às mesmas regras dos viajantes a negócios e estudantes.

Obrigatoriamente a viagem deverá ser feita em minigrupos e através de uma agência de viagem reconhecida pelo governo japonês. Os roteiros serão predeterminados antes mesmo do embarque, e um guia acompanhará o grupo durante todo o tempo.

“Será um período de testes. Se o governo entender que esses visitantes não provocaram um aumento da disseminação da doença, então temos a esperança de que turistas de outros países possam voltar a viajar ao Japão logo”, afirma Mami Fumioka, vice-presidente da Quickly Travel, agência de viagens brasileira com forte atuação no país asiático. Algumas pessoas por lá dizem que isso pode acontecer ainda em junho ou julho.

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Na China, duas realidades

O continente asiático, em geral, foi o primeiro a fechar e está sendo o último a reabrir suas portas. A China continua tentando implementar a política de “Covid Zero”, com rigorosos lockdowns sempre que o número de casos aumenta significativamente, como aconteceu recentemente em Xangai. O país só admite viajantes internacionais a trabalho, e com muito controle, e não dá sinais de quando voltará a abrir suas fronteiras para turistas.

Entre as regiões administrativas especiais chinesas, duas posições antagônicas. Macau segue a linha de Pequim. Já Hong Kong permite, desde 1º de maio, a entrada de viajantes a lazer com a vacinação completa e teste PCR negativo para Covid-19 feito 48 horas antes do embarque. Todos devem cumprir quarentena de 14 dias num hotel designado pelo governo regional.

Sudeste da Ásia de volta

No Sudeste do continente, a retomada do turismo internacional vem acontecendo aos poucos. Em 2021, quando a Indonésia exigia visto de negócios (de difícil obtenção) e quarentena de dez dias a viajantes de outras nacionalidades, apenas 45 visitantes estrangeiros estiveram em Bali, seu principal cartão-postal. O país voltou a permitir o turismo internacional em fevereiro e, em abril, derrubou a necessidade de quarentena para vacinados.

A Tailândia começou sua reabertura em fases em novembro de 2021. Em maio, o país deixou de exigir teste PCR de visitantes completamente vacinados. No vizinho Vietnã, as fronteiras foram abertas novamente apenas em março, e todos devem apresentar teste negativo para entrar. Já no Laos, reaberto no último dia 9, apenas não vacinados devem apresentar o exame.

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Nova Zelândia em junho

Um dos países que melhor controlaram a pandemia na fase pré-vacina, inclusive com critérios rígidos de entrada de viajantes internacionais,  a Nova Zelândia parece ter pressa para reabrir suas fronteiras. Sua primeira abertura, para 60 países com os quais há acordo de dispensa de visto (entre eles o Brasil), estava prevista para junho, mas foi antecipada para 1º de maio.

Na última semana, o governo anunciou que as demais nacionalidades serão bem-vindas a partir de 31 de julho, quando, segundo a programação original, isso deveria ocorrer apenas em 1º de outubro. A vacinação completa é requisito básico de entrada no país, assim como testes antes da viagem e depois do desembarque (um no dia da chegada, outro cinco dias depois).

Europa flexibiliza

Atualmente, brasileiros com imunização em dia contra a Covid-19 já podem visitar todos os países europeus. Às portas de sua temporada de verão, muitos países do continente passaram a flexibilizar suas restrições de entrada. Em maio, Grécia, Suíça e Áustria, por exemplo, deixaram de exigir comprovante de vacina e teste negativo de seus visitantes internacionais. A Itália, por sua vez, continua exigindo a vacinação, mas visitantes não precisam mais preencher o formulário sanitário do governo.

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Fonte: IG Turismo

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Food Truck cria atmosfera brasileira com açaí e coxinha em Israel

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Clientes nos espaços de convivência do Pipa Food Truck
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Clientes nos espaços de convivência do Pipa Food Truck

A brasileira Rafaela Stambowsky Moses e seu marido israelense Dean Moses abriram no verão de 2021 o Pipa Food Truck , ponto de encontro de brasileiros e israelenses em Atlit, um município de Israel. Nascida no Rio de Janeiro, a jovem foi para Israel sozinha com 16 anos para participar de um programa de estudos no país após convencer seus pais e, desde 2008, permanece no país do Oriente Médio.

“Eu viajava uma vez ao ano para o Brasil para visitar minha família no início. Porém, depois de tanto tempo aqui, houve uma época que não fui ao país por quatro anos. Agora, o objetivo é visitar de dois em dois anos”, conta a carioca.

Entretanto, o Pipa Food Truck, que recebe o nome da praia localizada no Rio Grande do Norte , surgiu de surpresa na vida do casal. Isso porque, Rafaela é formada em propaganda e marketing e trabalhava na área, mas quando foi diagnosticada com a doença de Crohn, uma enfermidade inflamatória gastrointestinal, precisou deixar o emprego na área. Após se curar, ficou um tempo trabalhando na antiga empresa de limpeza de estofados do marido.

Antes de abrirem o Pipa, Rafaela e Dean também já tiveram um projeto que fornecia uma experiência de acampamento com mais infraestrutura. Porém, no meio disso, a prefeitura israelense publicou um edital que apoiaria a criação de um estabelecimento. Dois meses depois, receberam a notícia de que haviam sido escolhidos. Foi neste momento que o Pipa nasceu. O empreendimento atualmente está na praia de Hof Hamivtzar , mas já esteve em Neve Yam, vilarejo no norte de Israel.

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“Desde o início houve muita mudança, primeiramente porque ele não tinha o objetivo de ter comidas brasileiras, apenas aperitivos e comidinhas de praias que fazem sucesso globalmente, como batata frita, hambúrguer, frutas, saladas e bebidas. O açaí surgiu porque também já fazia sucesso aqui em Israel e pedi para meu marido adicionar no cardápio”, explica.

Ela conta que foi a partir do açaí que os clientes gostaram do negócio, porque tinha a cara do Brasil: “Eles misturam o açaí com outras coisas aqui, e a gente só colocava banana e granola no início”. O açaí segue liderando nas vendas.

No avanço para consolidar o sucesso do quiosque móvel, ela cita que quem teve a ideia de dar uma cara brasileira para o local, foi, na verdade, seu marido. Ela amou a ideia e embarcaram nessa juntos. 

“Ele já foi para o Brasil, morou um tempo e até aprendeu a falar português fluentemente. Dean ficou apaixonado pela nossa cultura. Foi ele quem deu o nome de Pipa, pois adorou a praia no Rio Grande do Norte. Além disso, ele também já trabalhou um tempo como guia turístico de alguns israelenses que queriam viajar para o Brasil”, narra a publicitária.

A carioca começou a divulgar o food truck entre grupos de brasileiros que moram em Israel e deu certo. “Nessa rede, eu também passei a conhecer outros estabelecimentos de brasileiros que moram aqui, tanto os que já existiam, quanto os outros que começaram a nascer”.

Logo após o sucesso, surgiram as outras receitas brasileiras no cardápio. Hoje, vendem brigadeiro , pão de queijo , pastel de carne e de queijo , coxinha de frango , caipirinha água de coco . Mas salienta que, também vendem receitas israelenses, como o sanduíche sabich e a sobremesa malabi , e continuam com as mais universais.

Além disso, fora do empreendimento, ela passou a realizar eventos servindo as comidas brasileiras. “Em eventos também servimos a feijoada , que é um sucesso”, completa.

“Muitas pessoas pensam que o espaço só atraí brasileiros, mas não: aqui os clientes são bem diversificados, os israelenses também têm um carinho pelo Brasil e gostam da nossa culinária. E aqueles que já viajaram para o Brasil [e conhecem a culinária] sempre falam que amam nossas receitas”, adiciona.

Casados desde 2019, tiveram uma filha recentemente, e precisaram se adaptar, o que fez com que precisassem arranjar parceiros para ajudá-los no dia a dia. “Contamos com a ajuda da Sandy Feldman, que ajuda na preparação dos brigadeiros, a Val Buchbinder ajuda na preparação do pão de queijo, coxinha e a feijoada, e o Wanderley Pereira auxilia com os pastéis”, diz. Para o açaí, eles utilizam a fornecedora da marca Sambazon que existe no país.

Como mudaram de praia, Rafaela comemora algumas facilidades que vieram com isso. “No começo a gente precisava tirar o food truck da praia com um trator, agora nós deixamos ele em um lugar coberto dia e noite, pois essa nova praia tem mais infraestrutura e nos dá mais segurança”.

O Pipa também oferece atração musical com foco em gêneros de música brasileiras; já passaram por lá gêneros como o MPB e o forró. “Gostamos de criar essa atmosfera brasileira em Israel”.

Outro ponto que ela levanta é que mesmo com o conflito de Israel e Palestina, o seu negócio nunca foi afetado, pelo contrário. “As pessoas gostam de vir até aqui, pois traz paz para elas”.

A carioca também fala do seu desejo de ampliar o lugar no futuro, criando um espaço fixo: “O food fruck faz com que a gente viva de temporadas, mas não descartamos a possibilidade de um dia abrir um estabelecimento próximo à praia, pois amamos o ambiente”. 

Anteriormente, o lugar abria só aos finais de semana, mas hoje abre todos os dias das 9h às 20h (no fuso horário de Israel). Vivendo no país há 15 anos, ela brinca: “Daqui a pouco faço a mesma idade de quando cheguei aqui”.

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Fonte: IG Turismo

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