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Destino dos Famosos: fauna, flora e herança histórica do Amazonas

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Algumas celebridades já admiraram de perto das belezas naturais do Amazonas
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Algumas celebridades já admiraram de perto das belezas naturais do Amazonas

Representando um terço das florestas tropicais do mundo, a  região amazônica chama a atenção pela diversidade de fauna e flora. A floresta em si ocupa o território de nove nações, mas a maior parte – 60% – permanece concentrada no Brasil, se dividindo entre Roraima, Acre, Rondônia e Amazonas. O estado do Amazonas está localizado na região Norte do país, e a capital, Manaus, é um porto fluvial com pontos de referência que datam do ciclo da borracha do final do século 19.

A região amazônica cativa o coração de famosos mundo afora e, atualmente, está no ponto central de diversas discussões dos mais engajados na preservação ambiental. Gisele Büdchen, Vitão, Bruno Gagliasso, Leona Cavalli e Anitta (que chegou a gravar o clipe de “Is That For Me” por lá) estão entre as estrelas brasileiras que já passaram por ali.

O destino chama muito a atenção principalmente pelas belezas culturais, incluindo praias de água doce e o famoso encontro entre os rios Negro e Solimões. Contudo, antes de se empolgar com as belezas a serem admiradas, é preciso destacar que um cuidado fundamental antes de visitar o Amazonas é o tempo, pois o Norte tem clima muito úmido e o calor predomina durante quase todo o ano. 

Devido ao volume de florestas, os rios e lagos ficam mais cheios no período de chuvas – compreendido entre novembro e março. Caso um dos intuitos da viagem seja praticar esportes náuticos, por exemplo, o recomendado é ir entre janeiro e junho; caso contrário, opte pelo período mais seco, entre julho e novembro. 

Como chegar ao Amazonas?

Partindo de São Paulo, é possível chegar até o Amazonas de avião, ônibus e até se aventurar de carro – contudo, esse último método não é recomendado pois demanda pelo menos seis dias de viagem. De avião, para desembarcar em Manaus, as passagens podem variar de R$ 700 a R$ 2 mil*. Para quem prefere ir de ônibus, a viagem dura pouco mais de 16 horas e o preço médio da passagem é de R$ 209*. 

Vale ressaltar que antes de viajar é preciso estar devidamente vacinado contra febre amarela, tétano e hepatites A e B (além da Covid-19). Para quem tem essas vacinas em dia, vale consultar uma unidade de saúde para se certificar se é ou não necessária uma dose de reforço. 

O que fazer no Amazonas? 

Além do famoso encontro entre os rios Negro e Solimões e a natureza punjente, o destino é muito buscado pelos que gostam de praticar ecoturismo, relaxar e conhecer mais da história da região. A prova de que o Amazonas agrada a todos os gostos é a presença das praias, por exemplo, que possuem água doce. As principais são as Praias da Ponte Negra e da Lua, que também servem como cartão postal. Para quem deseja conhecer essas e outras praias, é bom lembrar: durante a cheia dos rios, entre abril e setembro, elas somem.

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Uma boa opção para explorar o destino é o Arquipélago de Anavilhanas. São aproximadamente 400 ilhas que cobrem mais de 2 milhões de hectares. Já para quem curte passeios mais históricos, o Museu do Seringal é uma boa opção – e fica a aproximadamente 25 minutos de Manaus. O local parece uma fazenda e tem como foco contar para o visitante como funcionava o ciclo da borracha. Os turistas também podem ver o látex saindo diretamente de uma seringueira.

Outro passeio que tem uma carga histórica bem forte, além de cultural, é o encontro com povos indígenas. Às margens do Rio Negro está instalada a tribo Dessana, acessível apenas por meio de barco. As ocas ficam dispostas de modo a serem facilmente visualizadas e é o filho do Pajé quem recebe os turistas. Há outros povos indígenas que podem ser conhecidos por Manaus, mas os Dessana são os mais populares por conta da facilidade do passeio. 

Outro ponto obrigatório no roteiro é Presidente Figueiredo e suas belas cachoeiras. São quatro principais: Cachoeiras do Santuário, de Iracema, do Mutum e da Pedra Furada. A última é a mais famosa de todas, com uma imensa queda d’água que escorre de uma pedra com três grandes furos, formando uma piscina natural de águas calmas. 

Por fim, explorar a capital em si também é uma ótima opção. O Centro Histórico de Manaus, seus parques ecológicos e museus atraem vários turistas e ocupam um dia inteiro de roteiro. 

*Valores apurados em 13 de maio de 2022.

Fonte: IG Turismo

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Food Truck cria atmosfera brasileira com açaí e coxinha em Israel

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Clientes nos espaços de convivência do Pipa Food Truck
Arquivo pessoal

Clientes nos espaços de convivência do Pipa Food Truck

A brasileira Rafaela Stambowsky Moses e seu marido israelense Dean Moses abriram no verão de 2021 o Pipa Food Truck , ponto de encontro de brasileiros e israelenses em Atlit, um município de Israel. Nascida no Rio de Janeiro, a jovem foi para Israel sozinha com 16 anos para participar de um programa de estudos no país após convencer seus pais e, desde 2008, permanece no país do Oriente Médio.

“Eu viajava uma vez ao ano para o Brasil para visitar minha família no início. Porém, depois de tanto tempo aqui, houve uma época que não fui ao país por quatro anos. Agora, o objetivo é visitar de dois em dois anos”, conta a carioca.

Entretanto, o Pipa Food Truck, que recebe o nome da praia localizada no Rio Grande do Norte , surgiu de surpresa na vida do casal. Isso porque, Rafaela é formada em propaganda e marketing e trabalhava na área, mas quando foi diagnosticada com a doença de Crohn, uma enfermidade inflamatória gastrointestinal, precisou deixar o emprego na área. Após se curar, ficou um tempo trabalhando na antiga empresa de limpeza de estofados do marido.

Antes de abrirem o Pipa, Rafaela e Dean também já tiveram um projeto que fornecia uma experiência de acampamento com mais infraestrutura. Porém, no meio disso, a prefeitura israelense publicou um edital que apoiaria a criação de um estabelecimento. Dois meses depois, receberam a notícia de que haviam sido escolhidos. Foi neste momento que o Pipa nasceu. O empreendimento atualmente está na praia de Hof Hamivtzar , mas já esteve em Neve Yam, vilarejo no norte de Israel.

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“Desde o início houve muita mudança, primeiramente porque ele não tinha o objetivo de ter comidas brasileiras, apenas aperitivos e comidinhas de praias que fazem sucesso globalmente, como batata frita, hambúrguer, frutas, saladas e bebidas. O açaí surgiu porque também já fazia sucesso aqui em Israel e pedi para meu marido adicionar no cardápio”, explica.

Ela conta que foi a partir do açaí que os clientes gostaram do negócio, porque tinha a cara do Brasil: “Eles misturam o açaí com outras coisas aqui, e a gente só colocava banana e granola no início”. O açaí segue liderando nas vendas.

No avanço para consolidar o sucesso do quiosque móvel, ela cita que quem teve a ideia de dar uma cara brasileira para o local, foi, na verdade, seu marido. Ela amou a ideia e embarcaram nessa juntos. 

“Ele já foi para o Brasil, morou um tempo e até aprendeu a falar português fluentemente. Dean ficou apaixonado pela nossa cultura. Foi ele quem deu o nome de Pipa, pois adorou a praia no Rio Grande do Norte. Além disso, ele também já trabalhou um tempo como guia turístico de alguns israelenses que queriam viajar para o Brasil”, narra a publicitária.

A carioca começou a divulgar o food truck entre grupos de brasileiros que moram em Israel e deu certo. “Nessa rede, eu também passei a conhecer outros estabelecimentos de brasileiros que moram aqui, tanto os que já existiam, quanto os outros que começaram a nascer”.

Logo após o sucesso, surgiram as outras receitas brasileiras no cardápio. Hoje, vendem brigadeiro , pão de queijo , pastel de carne e de queijo , coxinha de frango , caipirinha água de coco . Mas salienta que, também vendem receitas israelenses, como o sanduíche sabich e a sobremesa malabi , e continuam com as mais universais.

Além disso, fora do empreendimento, ela passou a realizar eventos servindo as comidas brasileiras. “Em eventos também servimos a feijoada , que é um sucesso”, completa.

“Muitas pessoas pensam que o espaço só atraí brasileiros, mas não: aqui os clientes são bem diversificados, os israelenses também têm um carinho pelo Brasil e gostam da nossa culinária. E aqueles que já viajaram para o Brasil [e conhecem a culinária] sempre falam que amam nossas receitas”, adiciona.

Casados desde 2019, tiveram uma filha recentemente, e precisaram se adaptar, o que fez com que precisassem arranjar parceiros para ajudá-los no dia a dia. “Contamos com a ajuda da Sandy Feldman, que ajuda na preparação dos brigadeiros, a Val Buchbinder ajuda na preparação do pão de queijo, coxinha e a feijoada, e o Wanderley Pereira auxilia com os pastéis”, diz. Para o açaí, eles utilizam a fornecedora da marca Sambazon que existe no país.

Como mudaram de praia, Rafaela comemora algumas facilidades que vieram com isso. “No começo a gente precisava tirar o food truck da praia com um trator, agora nós deixamos ele em um lugar coberto dia e noite, pois essa nova praia tem mais infraestrutura e nos dá mais segurança”.

O Pipa também oferece atração musical com foco em gêneros de música brasileiras; já passaram por lá gêneros como o MPB e o forró. “Gostamos de criar essa atmosfera brasileira em Israel”.

Outro ponto que ela levanta é que mesmo com o conflito de Israel e Palestina, o seu negócio nunca foi afetado, pelo contrário. “As pessoas gostam de vir até aqui, pois traz paz para elas”.

A carioca também fala do seu desejo de ampliar o lugar no futuro, criando um espaço fixo: “O food fruck faz com que a gente viva de temporadas, mas não descartamos a possibilidade de um dia abrir um estabelecimento próximo à praia, pois amamos o ambiente”. 

Anteriormente, o lugar abria só aos finais de semana, mas hoje abre todos os dias das 9h às 20h (no fuso horário de Israel). Vivendo no país há 15 anos, ela brinca: “Daqui a pouco faço a mesma idade de quando cheguei aqui”.

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Fonte: IG Turismo

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