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Rússia recruta detentos para lutar na guerra, revela imprensa local

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Rússia está recrutando detentos para lutar na guerra na Ucrânia, revela imprensa local
Reprodução/Ansa – 18.04.2022

Rússia está recrutando detentos para lutar na guerra na Ucrânia, revela imprensa local

Detentos no sistema prisional russo e funcionários de empresas públicas e privadas estão recebendo propostas para servir ao lado das forças do país que lutam na guerra na Ucrânia.

De acordo com reportagens publicadas na imprensa russa, os “recrutas” vão para o front com promessa de dinheiro e, no caso dos detentos, uma ficha criminal limpa.

De acordo com o site iStories, detentos em pelo menos duas colônias penais nos arredores de São Petersburgo, IK-7 Yablonevka e IK-6 Obukhovo, foram abordados por representantes da empresa de segurança privada Grupo Wagner, conhecida por seu papel não oficial em conflitos armados na Síria e Líbia, e por sua presença em outros países na África, como o Mali e a República Centro-Africa.

Além de discursos sobre patriotismo, a importância da luta e as dificuldades no campo de batalha, o grupo oferece salário de 200 mil rublos (R$ 17,3 mil) e anistia para quem voltar vivo.

Se o recruta morrer em combate, sua família receberá 5 milhões de rublos (R$ 433 mil). Segundo o parente de um dos presos, os recrutadores diziam que “apenas 20% retornavam” do front.

Segundo o iStories, cerca de 40 detentos aceitaram a proposta, que prevê um tempo mínimo de serviço de seis meses, mas um detalhe chamou a atenção de parentes dos presos: não há qualquer tipo de contrato, apenas promessas feitas verbalmente.

“No segundo dia após a reunião, ele [o detento] disse que tinha assinado um contrato e não tinha como voltar atrás. Mas agora disse que os contratos serão assinados na chegada ao local [de combate]”, disse ao iStories o parente de um dos detentos. A preferência está sendo dada a prisioneiros que têm experiência de combate, mas detentos jovens e em boas condições físicas também são considerados. O Grupo Wagner não se pronunciou, e o governo russo nega frequentemente ter laços com a empresa de segurança privada, apesar das evidências mostrarem o contrário.

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Em outro relato, agora publicado pelo serviço em russo do jornal The Moscow Times, funcionários de dois estaleiros navais em São Petersburgo dizem ter recebido propostas para lutar na Ucrânia com empresas privadas — como o Grupo Wagner — ou com contratos firmados com o Ministério da Defesa.

“Não está claro como as pessoas foram escolhidas. Talvez tenham chamado apenas aqueles que têm autorização de residência em São Petersburgo”, disse ao Moscow Times um dos empregados dos estaleiros estatais do Almirantado e Baltazavod, ambos sob sanções aplicadas por EUA e União Europeia, ligadas à guerra na Ucrânia.

Em termos financeiros, a proposta era atraente: um salário mensal de 300 mil rublos (R$ 25,6 mil) durante o tempo em que o recruta permanecer no front, geralmente um período de seis meses.

Como no caso dos prisioneiros, não foram apresentados contratos aos empregados dos estaleiros, e a reportagem do Moscow Times relatou que, nas últimas semanas, apenas uma pessoa aceitou a oferta e seguiu para o Donbass, no Leste da Ucrânia, onde se concentram as ações militares russas.

O jornal revela ainda que empresas privadas também realizam suas próprias campanhas de recrutamento: na reportagem, publicada nesta terça-feira, é citada uma unidade da Metalloinvest, que atua no setor de mineração.

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Ali, a proposta é de concessão de licença não remunerada durante o tempo em que a pessoa estiver na Ucrânia, além de um salário mensal de 205 mil rublos (R$ 17,5 mil). O dono da Metalloinvest, Alisher Usmanov, aparece na lista de sanções aplicadas pela União Europeia e Reino Unido.

Depois do fracasso da estratégia inicial para controlar em questão de dias as principais cidades da Ucrânia, como Kiev e Kharkiv, o comando militar russo se viu diante de tropas cada vez mais cansadas, sem condições adequadas no front e com um número de baixas bem maior do que o esperado.

A Rússia não divulga números de mortos desde março, e estimativas sugerem que mais de 20 mil militares, incluindo generais, morreram em combate.

Para enfrentar essa situação, Moscou recorreu a homens que estão prestando o serviço militar obrigatório — em tese, eles não deveriam ser mandados ao front, e em muitos casos chegam ali sem o treinamento adequado. Muitas famílias apenas descobrem que seus jovens foram lutar na Ucrânia quando recebem a notificação de falecimento.

Em maio, o Parlamento também eliminou o limite de idade para novos recrutas — anteriormente, apenas pessoas com menos de 40 anos poderiam assinar um contrato para atuar ao lado das forças regulares.

De acordo com especialistas, esses novos “contratados” seriam usados na operação de armas avançadas, que dependem de anos de treinamento, além de funções de apoio no front, como especialistas de comunicação e médicos.

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Fonte: IG Mundo

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Com melhora, Salman Rushdie é retirado de respirador

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Salman Rushdie, o aclamado autor que foi hospitalizado na sexta-feira (15) com ferimentos graves após ser esfaqueado repetidamente em uma aparição pública no Estado norte-americano de Nova York, foi retirado do respirador e sua condição está melhorando, disse seu agente neste domingo.

“Ele está fora do respirador, então o caminho para a recuperação começou”, escreveu seu agente, Andrew Wylie, em um e-mail à Reuters. “Será longo; os ferimentos são graves, mas sua condição está indo na direção certa.”

Rushdie, de 75 anos, estava prestes a dar uma palestra sobre liberdade artística na Chautauqua Institution, no oeste de Nova York, quando um homem de 24 anos invadiu o palco e esfaqueou o escritor indiano, segundo a polícia. Há promessas de recompensa pela cabeça de Rushdie desde que seu romance de 1988 Os versos satânicos levou o Irã a incentivar que os muçulmanos o matassem.

O suspeito do ataque, Hadi Matar, de Fairview, Nova Jersey, se declarou inocente das acusações de tentativa de assassinato e agressão em uma audiência a tribunal no sábado, disse à Reuters seu advogado nomeado pelo tribunal, Nathaniel Barone.

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Após horas de cirurgia, Rushdie foi colocado em um respirador e não conseguia falar na noite de sexta-feira, disse Wylie em uma atualização anterior sobre a condição do escritor, acrescentando que ele provavelmente perderia um olho e tinha danos nos nervos, no braço e feridas no fígado.

Wylie não forneceu mais detalhes sobre a saúde de Rushdie em seu e-mail deste domingo.

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O esfaqueamento foi condenado por escritores e políticos de todo o mundo como um atentado à liberdade de expressão. Em uma declaração no sábado, o presidente dos EUA, Joe Biden, elogiou os “ideais universais” de verdade, coragem e resiliência incorporados por Rushdie e seu trabalho.

“Estes são os blocos de construção de qualquer sociedade livre e aberta”, disse Biden.

Nem as autoridades locais nem federais ofereceram detalhes adicionais sobre a investigação no sábado. A polícia disse na sexta-feira que não havia estabelecido um motivo para o ataque.

Uma análise inicial das redes sociais de Matar mostrou que ele era simpático ao extremismo xiita e ao Exército dos Guardiães da Revolução Islâmica, conhecido popularmente como Guarda Revolucionária Iraniana, embora nenhum vínculo definitivo tenha sido encontrado, segundo a NBC de Nova York

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Fonte: EBC Internacional

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