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‘Melhor do que eu esperava’, diz Bolsonaro após bilateral com Biden

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O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do ministro Carlos França, reuniu-se hoje com o presidente dos EUA, Joe Biden, à margem da IX Cúpula das Américas, em Los Angeles.
Reprodução/Itamaraty Brasil – 10.06.2022

O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do ministro Carlos França, reuniu-se hoje com o presidente dos EUA, Joe Biden, à margem da IX Cúpula das Américas, em Los Angeles.

O presidente brasileiro descreveu como “excepcional , muito melhor do que eu esperava”, o encontro que manteve a portas fechadas com o líder americano, Joe Biden, durante a Cúpulas das Américas, em Los Angeles. Antes da reunião bilateral de 35 minutos, Bolsonaro fez ao lado de Biden declarações abertas à imprensa, em que afirmou querer eleições “limpas, confiáveis e auditáveis” em outubro e declarou que seu governo preserva a Amazônia.

“Foi excepcional, muito melhor do que eu esperava. Naquela aberta a vocês, colocamos os pontos básicos e depois fomos para a reservada, confidencial, segredo de Estado. Vão ficar curiosos, segredo de Estado”, disse Bolsonaro em frente ao hotel em que está hospedado em Los Angeles. “Há um interesse sim dos EUA muito grande no Brasil, e a recíproca é verdadeira. E se a gente conseguir realmente consolidar, ampliar esse eixo Norte-Sul, será bom para todo mundo”, acrescentou.

Bolsonaro, que, durante as eleições americanas de 2020, declarou apoio ao ex-presidente Donald Trump, afirmou que se surpreendeu “positivamente” com Biden após ser questionado sobre qual impressão teve do líder americano, sugerindo que esta não foi a única reunião que manterá com Biden: “Mudou o governo [nos EUA], e respeitamos logicamente, e acredito que teremos brevemente mais encontros”, disse, antes de encerrar a entrevista e se dirigir aos apoiadores que esperavam para cumprimentá-lo.

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Bolsonaro — que, dois dias antes da viagem a Los Angeles, voltou a afirmar que ainda duvidava do resultado da eleição americana em 2020 — evitou falar sobre a votação americana durante o encontro bilateral com Biden, concentrando-se no pleito brasileiro:

“Este ano teremos eleições no Brasil e queremos sim eleições limpas, confiáveis e auditáveis. Para que não reste nenhuma dúvida após o pleito. Tenho certeza que ele será realizado nesse espírito democrático. Cheguei pela democracia e tenho certeza de que, quando deixar o governo, também será de forma democrática.”

O brasileiro também afirmou que o Brasil é “um exemplo para o mundo na questão ambiental” e disse que o mundo depende “muito do Brasil” para sua sobrevivência, reiterando que seu governo preserva a Amazônia, apesar das críticas constantes de ambientalistas e dados que revelam recordes de desmatamento.

Biden, por sua vez, deu as boas-vindas a Bolsonaro e disse que o resto do mundo deveria ajudar a financiar a preservação da Amazônia. Descontraído, o americano disse que o Brasil “é um país maravilhoso”, com “um povo magnífico” e “instituições fortes”, e foi extremamente simpático com o chefe de Estado brasileiro.

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“Nossas nações compartilham valores e temos enormes oportunidades para os nossos países”, disse Biden.

Divergências ideológicas

Apesar do clima leve, pouco antes do encontro, Bolsonaro esclareceu que só aceitou ir à reunião porque os dois lados acertaram uma agenda, comparando a relação dos dois países a um casamento. No encontro, ele citou suas divergências ideológicas, mas afirmou ter “um interesse enorme e cada vez maior de se aproximar dos EUA”.

“Em alguns momentos, nos afastamos por questões ideológicas, mas tenho certeza que, com nossa chegada ao governo, nunca tivemos uma oportunidade tão grande pelas afinidades que nossos governos têm”, afirmou Bolsonaro no encontro. “Temos muita coisa em comum, por exemplo, amamos a liberdade, somos democratas, comungamos dos mesmos valores, queremos o bem dos nossos povos e a paz no mundo.”

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Fonte: IG Mundo

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ONU pede fim de ações militares de Rússia e Ucrânia em Zaporizhzhia

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Vista da central nuclear de Zaporizhzhia
Foto: ANSA

Vista da central nuclear de Zaporizhzhia

O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo nesta quinta-feira (11) para Rússia e Ucrânia interromperem “imediatamente” todas as atividades militares nos arredores da usina de Zaporizhzhia, maior central nuclear da Europa.

A planta pertence à Ucrânia, mas está sob controle das tropas russas desde o início da guerra e foi palco de ataques no fim da semana passada, com acusações mútuas entre Moscou e Kiev.

“Convido as forças de Rússia e Ucrânia a cessar imediatamente todas as atividades militares nas proximidades da usina de Zaporizhzhia. Exorto as partes a retirar da planta todo o pessoal e equipamentos militares e a se abster de novos deslocamentos de forças ao local”, disse Guterres.

Segundo o secretário-geral, é preciso estabelecer um “perímetro de desmilitarização” em torno da central nuclear para garantir sua segurança.

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“Qualquer potencial dano a Zaporizhzhia ou a qualquer outra planta nuclear da Ucrânia, ou em qualquer lugar, poderia provocar consequências catastróficas. Isso seria inaceitável”, acrescentou.

A usina será tema de uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira, a pedido da Rússia. Já os países do G7 cobram que Moscou devolva o controle de Zaporizhzhia para a Ucrânia.

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Fonte: IG Mundo

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