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Público interno é sensibilizado para Gestão por Competências

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“Promover a qualidade de vida no trabalho e a gestão por competências” é um dos objetivos estratégicos do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, previsto no ciclo do Planejamento Estratégico Institucional (PEI) que encerra em 2023. Ao lado dele, também referente ao processo de aprendizado e crescimento, está o objetivo de “intensificar a formação, capacitação e aperfeiçoamento dos integrantes”. Com foco em atender a esses compromissos, a instituição está desenvolvendo o projeto-piloto de Gestão Por Competências, que foi oficialmente apresentado aos colaboradores do MPMT na tarde desta segunda-feira (5).

“Temos buscado formas de fortalecer a nossa instituição e de entregarmos para a sociedade um Ministério Público mais próximo e efetivo. E a gestão por competências dos nossos recursos humanos é essencial para que alcancemos esse resultado, pois a pessoa certa no lugar certo pode muito mais. Precisamos despertar os talentos que temos para que eles possam contribuir ainda mais com a nossa instituição e com o nosso objetivo central, que é representar a sociedade mato-grossense”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, na abertura do evento.

O projeto-piloto está sendo desenvolvido no Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, desde o início de maio, com apoio da empresa Leme Consultoria em Gestão de Recursos Humanos. A previsão de conclusão da etapa piloto é para setembro deste ano e a expectativa é de que, após esse período, a iniciativa se torne um programa e seja capilarizada para todas as áreas da instituição.

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Para o coordenador da Escola Institucional, promotor de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, o modelo de gestão por competência garante o alcance de desempenho organizacional e produtividade funcional, objetivando atingir de forma plena o planejamento estratégico do MPMT. “O Ceaf se propõe então a ser o primeiro setor do Ministério Público a passar por essa experiência, sendo o piloto do projeto. Esse modelo permitirá a clarificação do papel funcional de cada membro e servidor e de seus respectivos conhecimentos, habilidades e atitudes, o famoso CHA”, argumentou.

Representando o Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Mato Grosso (Sindsemp-MT), o servidor Alfredo Fitl Junior agradeceu à administração do MPMT pela coragem de desenvolver a iniciativa e pela excelente gestão. “A Gestão por Competências para o Ministério Público é singular e muito importante, pois precisamos de uma instituição atuante e resolutiva. Nesse contexto, o projeto busca otimizar os recursos humanos disponíveis, potencializando e desenvolvendo habilidades”, considerou.

Após a abertura do evento, a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Hellen Uliam Kuriki, fez um resgate histórico do desenvolvimento da gestão por competências no MPMT. Responsável por coordenar o projeto-piloto, ela explicou que o início foi em 2017, quando a Recomendação CNMP nº 52/2017 culminou na edição do Ato Administrativo nº 624/2017-PGJ, que instituiu a Política Nacional de Gestão de Pessoas.

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A subprocuradora detalhou as ações realizadas nesse período e as competências gerais já mapeadas. “Foram e têm sido muitas mãos que trabalham nesse projeto, com foco no desenvolvimento dos nossos colaboradores em busca de resultados socialmente relevantes. O nosso propósito institucional dentro da nossa missão constitucional é dar concretude aos direitos fundamentais em um país onde, permanentemente, esses direitos são violados”, enfatizou.

Na sequência, o consultor de gestão de pessoas da Leme Consultoria em Gestão de RH, Victor Barbalho, explicou o trabalho que está sendo desenvolvido no MPMT e enfatizou que a estratégia é fomentar a cultura de desenvolvimento humano, por meio da instituição do feedback. Apresentou as etapas do projeto-piloto em andamento e reforçou que inicialmente serão mapeados o desempenho (qualidade da entrega) para depois serem definidas as competências, habilidades e atitudes a terem o desenvolvimento priorizado.

O evento foi transmitido ao vivo para todo o estado pela plataforma Microsoft Teams e contou com a participação de cerca de 450 integrantes do MPMT, física e virtualmente.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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