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Contrato entre consórcio de saúde e empresa é suspenso a pedido do MPMT
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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Peixoto de Azevedo (a 691 km de Cuiabá), a Justiça determinou a suspensão do Contrato nº 013/2026, firmado entre o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região do Vale do Peixoto (CISVP) e a empresa ID Farma Ltda., no valor de R$ 11,7 milhões. A decisão resulta da Ação Civil Pública com pedido de tutela cautelar antecedente ajuizada pelo Ministério Público em 29 de abril, que busca interromper imediatamente a execução do contrato enquanto é analisada a futura ação de nulidade contratual e ressarcimento ao erário.Segundo a promotora de Justiça Fernanda Luckmann Saratt, a medida tem caráter estritamente preventivo e visa preservar o erário consorciado e os recursos destinados à saúde pública diante da continuidade de gastos em condições que aparentam irregularidade. Na ação, o Ministério Público informou que irá aditar a petição inicial no prazo legal de 30 dias úteis, após a efetivação da tutela cautelar, para apresentar o pedido principal com base nos elementos colhidos no Inquérito Civil em andamento.De acordo com a ação, no dia 10 de abril de 2026 a Prefeitura de Peixoto de Azevedo homologou a Ata de Registro de Preços nº 003/2026, resultado do Pregão Eletrônico nº 003/2026, voltado à futura aquisição de materiais médico-hospitalares para o município. O certame contou com a participação de 22 fornecedores de diferentes regiões do país e resultou em preços registrados no valor total de R$ 2,95 milhões.Poucos dias depois, em 23 de abril, o CISVP, presidido pelo próprio prefeito do município, aderiu a uma Ata de Registro de Preços do Consórcio Regional de Saúde Sul de Mato Grosso (Coress-MT), na condição de órgão não participante, conhecida como “carona”. A contratação com a empresa ID Farma Ltda., no valor de R$ 11,7 milhões, teve como objeto o fornecimento de materiais médico-hospitalares ao Hospital Regional de Peixoto de Azevedo. O contrato foi formalizado em 27 de abril, com vigência de um ano.Na ação, o Ministério Público destacou que Nilmar Nunes de Miranda exerce simultaneamente os cargos de prefeito de Peixoto de Azevedo – responsável pela homologação da ata municipal formada em pregão competitivo – e de residente do CISVP, que, apenas 13 dias depois, aderiu a uma ata regional com preços significativamente mais elevados. Nos dois casos, os contratos têm o mesmo objeto, atendem à mesma população e foram decididos pelo mesmo gestor público.“O agente público que, na qualidade de Prefeito, homologou os preços competitivos formados em pregão é o mesmo agente público que, na qualidade de Presidente do consórcio, aderiu, dias depois, a uma ata com preços que chegam a 28 vezes os preços que ele próprio acabara de homologar”, destacou o Ministério Público na ação.Ainda conforme a promotora de Justiça Fernanda Luckmann Saratt, cada dia de execução do contrato representa um desembolso potencial de cerca de R$ 32 mil, valor que, em tese, não se justifica diante dos preços disponíveis no mercado regional para os mesmos itens. Ela ressalta que, a cada novo pagamento, o ressarcimento futuro se torna mais difícil, oneroso e sujeito a riscos, especialmente por se tratar de empresa sediada em outro estado.Além de suspender imediatamente toda a execução material e financeira do contrato, a decisão judicial fixou multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento, com possibilidade de responsabilização pessoal e solidária dos representantes do consórcio e da empresa. Também foi determinada a intimação pessoal dos responsáveis, com advertência sobre crime de desobediência, a citação dos réus para apresentação de contestação no prazo de cinco dias e a intimação do Ministério Público para formular o pedido principal no prazo de 30 dias.
Foto: Prefeitura Municipal.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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Fórum discute Novo Plano Nacional com base no resultado anterior
Integrantes do Fórum Intersetorial de Acompanhamento dos Planos de Educação (Fiape) se reuniram na tarde desta quinta-feira (7), na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá, para discutir os índices de conclusão do plano educacional anterior em Mato Grosso e as estratégias de monitoramento do novo Plano Nacional de Educação (PNE). Esta foi a primeira reunião do fórum em 2026.Instituído pela Lei nº 15.388, sancionada em 14 de abril, o novo PNE estabelece diretrizes, objetivos, metas e estratégias para a educação brasileira no período de 2026 a 2036. Com a aprovação do plano nacional, estados e municípios deverão elaborar seus respectivos planos decenais, alinhados às novas diretrizes.A reunião foi conduzida pelo coordenador do Fiape, promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, titular da 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Cidadania e coordenador do Núcleo Estadual de Autocomposição. Na abertura, ele destacou a necessidade de levantar a situação atual dos planos estadual e municipais, a fim de definir o ponto de partida para o acompanhamento das políticas educacionais ao longo da próxima década. “Precisamos saber exatamente de onde o estado e os 142 municípios estão saindo para que seja possível exigir o cumprimento progressivo das metas e estratégias previstas”, afirmou.Segundo o promotor, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso atuará de forma rigorosa e dialogada na fiscalização do novo PNE, com o objetivo de evitar a repetição do histórico de descumprimento observado em planos anteriores. “A Lei nº 15.388 será, pelos próximos dez anos, o principal instrumento de controle, monitoramento e aperfeiçoamento das políticas públicas educacionais no estado e nos municípios”, ressaltou.Miguel Slhessarenko Junior também enfatizou a importância da transparência para garantir o controle social. “É fundamental ampliar a divulgação dos dados, indicadores, monitoramentos e avaliações. A preocupação é acompanhar o plano desde o início, para que não cheguemos ao final do período com metas não cumpridas, como já ocorreu anteriormente. Não basta celebrar o novo plano; é preciso engajamento contínuo para monitorar e cobrar resultados”, completou.Durante o encontro, foram apontadas como prioridades para o acompanhamento metas relacionadas à ampliação de vagas em creches e à universalização da pré-escola; à garantia da qualidade da educação infantil; à alfabetização e ao aprendizado adequado em matemática até o segundo ano do ensino fundamental; à conclusão do ensino fundamental e do ensino médio na idade regular; à ampliação do acesso e da permanência na educação especial ao longo da vida; e ao fortalecimento da participação e do controle social na gestão democrática da educação pública.Na sequência, a dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Guelda Andrade, entregou ao promotor de Justiça um documento técnico com indicadores educacionais detalhados da rede estadual e dos municípios mato-grossenses. Elaborado pelo sindicato, o material pretende subsidiar os debates sobre a implementação e a avaliação das metas do novo PNE. Ela destacou que o financiamento da educação é um eixo central para o cumprimento das metas e a garantia da qualidade do ensino, ressaltando que os avanços dependem diretamente da valorização dos profissionais da educação e da melhoria da infraestrutura física das unidades escolares.O encontro também contou com apresentações de séries históricas de dados e análises sobre desafios e expectativas para o novo PNE, feitas por representantes das secretarias de Estado de Educação (Seduc-MT), de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci-MT), Municipal de Educação de Cuiabá (SME), Municipal de Educação de Várzea Grande (SMECEL) e Municipal de Educação de Barão de Melgaço.Representando a Seduc-MT, a professora Maria Cláudia Maquêa Rocha destacou avanços e desafios no monitoramento das metas do Plano Estadual de Educação (PEE), ressaltando que Mato Grosso possui um modelo diferenciado, com vigência de 12 anos, que deve expirar em junho de 2026. Ela apresentou resultados e obstáculos e enfatizou a importância de consolidar um sistema de governança e monitoramento robusto, capaz de superar fragilidades históricas na coleta de dados, especialmente na área da educação inclusiva.O representante da Seciteci-MT demonstrou que Mato Grosso registra um crescimento expressivo na oferta de educação profissional técnica, passando de atendimento em 35 municípios, em 2024, para 109 cidades em 2026, resultado de parcerias estratégicas. No entanto, pontuou que, apesar do avanço territorial, o setor ainda enfrenta dificuldades para atrair e remunerar profissionais altamente especializados para atuar como docentes.Antes da apresentação dos dados, o município de Cuiabá destacou que a capital enfrenta desafios significativos para atingir metas cruciais de atendimento, operando sob restrição orçamentária. “Esperamos construir um plano melhor para Cuiabá e para a nossa população”, afirmou a representante da SME. Já a representante de Várzea Grande enfatizou a importância de um monitoramento contínuo, a fim de evitar que a gestão se limite apenas à análise de dados retroativos.A representante de Barão de Melgaço destacou as especificidades do município ribeirinho e os desafios impostos pela realidade geográfica, social e econômica da região, onde grande parte da população depende do transporte fluvial. Entre as dificuldades apontadas estão a inviabilidade de formação de turmas regulares, o que leva à adoção de salas multisseriadas.A vereadora Michelly Alencar reafirmou seu compromisso com a educação em Cuiabá ao participar do fórum, ocasião em que cobrou soluções urgentes para os problemas de infraestrutura e o déficit de vagas em creches e no ensino integral da rede municipal. Segundo ela, a superação dos baixos índices educacionais é essencial para o alcance das metas estabelecidas e para a promoção de mudanças concretas na realidade social. “A educação é a nossa esperança de uma sociedade melhor”, afirmou.A reunião contou ainda com a presença de representantes do Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), da Câmara Municipal de Cuiabá, do Sindicato dos Servidores Públicos da Educação Profissional e Tecnológica de Mato Grosso (Sinprotec), da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME), do Conselho Municipal de Educação (CME), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e da União Estadual dos Estudantes (UEE).
Fonte: Ministério Público MT – MT
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