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PEC Eleitoral: Lira quer texto do Senado, mas relator prevê mudanças

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Relator insiste em mudanças na PEC Eleitoral, mas Lira quer votar texto do Senado
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Relator insiste em mudanças na PEC Eleitoral, mas Lira quer votar texto do Senado

Deputados ainda não chegaram a um acordo em relação ao texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) Eleitoral , que amplia o pagamento do Auxílio Brasil, dobra o vale-gás e cria o “Pix Caminhoneiro”. Relator da proposta, o deputado  Danilo Forte (União-CE) segue defendendo retirar a menção a estado de emergência do texto e incluir os motoristas de aplicativo entre os beneficiados. Já o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), quer celeridade na aprovação da proposta, por isso sinalizou que o texto a ser votado deve ser o que veio do Senado.

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A decisão a respeito dessas mudanças será tomada em almoço com líderes da base, nesta terça-feira. Pela manhã, os deputados se reuniram com lideranças da oposição. Os parlamentares reclamam da rapidez com que a PEC está tramitando e afirmaram que não houve acordo para que a tramitação fosse acelerada. Por isso, já adiantaram que vão tentar obstruir a tramitação, usando prazos regimentais e outros artifícios para atrasar o processo. 

“Eu continuo defendendo as minhas teses, mas não tem nada decidido ainda. Estou esperando a resposta do jurídico para saber qual é a compreensão do governo sobre o estado de emergência. A questão do transporte (de aplicativo) o problema é em relação à ausência de controle, porque não tem registro legal (dos motoristas)”, afirmou Forte ao GLOBO.

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Durante a reunião com a oposição, Lira defendeu que não devem ser feitas alterações ao texto, para que a aprovação da proposta seja mais veloz. O cronograma de votação também será definido hoje. A princípio, o texto deve ser votado na comissão especial na quarta-feira (6) e analisado em plenário na quinta-feira (7). Como é uma PEC, a votação precisa ocorrer em dois turnos e é preciso fazer acordo para quebra de interstício – o prazo regimental entre sessões.

O objetivo do Palácio do Planalto é que a PEC seja votada nesta semana, o que permitiria ao governo começar a pagar os benefícios previstos com a proposta ainda neste mês.

Oposição quer atrasar processo

Deputados da oposição deixaram a reunião da liderança questionando a velocidade acelerada com que a PEC será votada. Por isso, devem trabalhar para atrasar essa votação.

“A oposição defende que o prazo seja o normal da PEC. Não houve acordo nesse sentido. Entendemos que se trata de uma PEC de estelionato eleitoral. Nós vamos ter a nossa reunião agora, nesse instante, saindo daqui, para nós estudarmos. Eles querem correr com o prazo, votar mais rápido na comissão, levar mais rápido no plenário e nós defendemos uma posição contrária”, afirmou o líder da minoria Alencar Santana Braga (PT-SP) ao deixar a reunião com Lira.

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Líder da oposição, o deputado Wolney Queiroz (PDT-CE), afirmou que a estratégia será usar todos os artifícios regimentais possíveis, como prazos e questões de ordem:

“Onde estiver espaço para ampliar o debate e colocar isso mais pra frente, nós vamos fazer.”

O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), líder do PT na Câmara, criticou o governo por fazer uso eleitoral dos mais pobres.

“Ninguém em sã consciência é contra o Auxílio Brasil, o vale-gás. O que entendemos é que o governo não precisa dessa emenda constitucional. Eu mesmo falei que é possível fazer por decreto o aumento do Auxílio Brasil e do vale-gás. Agora, o que não pode é ter uma Emenda Constitucional para tentar burlar as leis eleitorais desse país e também a Constituição Federal, para fazer um crime, para tentar uma PEC eleitoreira, uma PEC do desespero”, afirmou.

Ele ainda disse que a justificativa para o estado de emergência – uma elevação imprevista nos preços dos combustíveis – deve ser classificada como desonestidade intelectual, uma vez que a política de preços de combustíveis é atrelada ao dólar e à cotação internacional do petróleo, e o governo não sinaliza nenhuma mudança nesse quesito.

Fonte: IG ECONOMIA

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Uber vai acabar com o Rewards, seu programa de fidelidade

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O programa Rewards chegou ao Brasil em 2019
Giovanni Santa Rosa

O programa Rewards chegou ao Brasil em 2019

A Uber comunicou a usuários do aplicativo de transporte neste fim de semana que vai encerrar o seu programa de fidelidade, o Rewards, que chegou ao Brasil em 2019. A decisão, segundo a empresa, é global e não haverá um programa substituto, ao menos por enquanto.

O programa permitia a usuários da plataforma acumular pontos a cada corrida ou pedido (no caso do Uber Eats), os quais poderiam ser trocados por benefícios como descontos na própria plataforma ou em parceiros como serviços de streaming.

Neste sábado, usuários da plataforma no Brasil receberam um comunicado sobre o assunto. “Você tem até o dia 31 de agosto para acumular pontos. Depois dessa data, os benefícios atrelados aos níveis do programa também deixarão de existir.”

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Segundo o comunicado, os pontos já acumulados poderão ser trocados por benefícios até 31 de outubro de 2022. Em 1º de novembro, o Uber Rewards será “totalmente encerrado”, segundo o anúncio. Os usuários podem visualizar seus pontos e resgatar seus benefícios na seção ‘Conta’ no app da Uber.

O fim do programa não ocorrerá apenas no Brasil, e sim em todas as operações da Uber no mundo. Segundo o site The Verge, usuários nos Estados Unidos também receberam comunicado semelhante. O encerramento do benefício ocorre após a plataforma realizar, no Brasil, pesquisas com usuários sobre a avaliação que faziam dos benefícios oferecidos. Por aqui, a plataforma enfrenta forte concorrência da 99, controlada pela chinesa Didi.

“No sábado, dia 13 de agosto, anunciamos aos nossos usuários que o Uber Rewards será encerrado em 1° de novembro. (…) Agradecemos aos nossos usuários pela fidelidade e por fazerem parte do Uber Rewards”, disse a Uber em nota.

No segundo semestre deste ano, a Uber teve, globalmente, um prejuízo de US$ 2,6 bilhões (R$ 13,2 bilhões no câmbio atual), ante lucro de US$ 1,14 bilhão registrado no mesmo período de 2021.

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Apesar disso, e de buscar encerrar suas operações mais deficitárias (a exemplo da operação de delivery do Uber Eats no Brasil), a plataforma tem aumentado sua receita. O faturamento no segundo semestre deste ano foi de US$ 8,07 bilhões, o dobro do registrado de abril a junho de 2021.

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Fonte: IG ECONOMIA

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