VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande apresenta resultados de investimentos em tecnologia e inovação
VÁRZEA GRANDE
Administração municipal avança na gestão tributária com sistema integrado e inteligente de dados fiscais. Novo Sistema Data Lake Fiscal combate fraudes e aprimora a arrecadação, promovendo justiça fiscal ao contribuinte várzea-grandense
A Prefeitura de Várzea Grande deu mais um passo rumo à modernização da administração pública. A Secretaria de Gestão Fazendária apresentou à prefeita Flávia Moretti (PL) os avanços obtidos com o novo Sistema Data Lake Fiscal, uma ferramenta tecnológica que otimiza o controle de dados tributários, fortalece o combate às fraudes e vem aprimorando a arrecadação municipal ao longo dos primeiros dez meses de gestão.
A prefeita Flávia Moretti destacou que o investimento em inovação é parte do compromisso da gestão em tornar a máquina pública mais eficiente e transparente. “Estamos modernizando a gestão fazendária com tecnologia e inteligência. Isso não apenas melhora a arrecadação, mas também garante que o cidadão veja o resultado dos tributos investidos em obras, serviços e melhorias na cidade. Nossa prefeitura vai sair do modo analógico para o digital, com adoção de tecnologias que dão transparência e confiabilidade na geração de informações”, afirmou.
De acordo com o secretário de Gestão Fazendária, Marcos José da Silva, o sistema centraliza e processa grandes volumes de informações fiscais como notas fiscais eletrônicas, em um único ambiente digital.
“Com essa tecnologia, conseguimos reunir dados que antes ficavam dispersos em diferentes plataformas. Agora, a equipe tem uma visão integrada, o que facilita o cruzamento de informações e a tomada de decisões mais estratégicas”, destacou.
O Data Lake Fiscal funciona como um grande repositório inteligente. Ele armazena informações em seus formatos originais, sejam estruturados, semiestruturados ou não estruturados, e permite que diferentes equipes da gestão pública acessem e analisem os mesmos dados de acordo com suas necessidades.
Entre os principais benefícios do sistema estão a otimização da conformidade tributária, com cruzamentos automáticos que reduzem o risco de multas; a identificação ágil de fraudes e inconsistências, por meio de ferramentas de análise avançada e inteligência artificial; um planejamento tributário mais eficiente, baseado em dados reais e atualizados; e o monitoramento de desempenho em tempo real, por meio de relatórios e painéis que acompanham os principais indicadores fiscais do município.
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VÁRZEA GRANDE
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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