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Sistema FAESC/SENAR participa do Show Tecnológico em Campos Novos

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O Sistema Faesc/Senar-SC participa do Show Tecnológico – feira de difusão tecnológica para o agronegócio – que acontece nesta semana sob organização da Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos (Copercampos).

A Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e o Sindicato de Produtores Rurais de Campos Novos compartilham estande.

Nesse local, o supervisor do Senar/SC no meio oeste Jean Palavro, o presidente do Sindicato Sérgio Griss e técnicos da assistência técnica e gerencial (ATeG) recebem e orientam os visitantes sobre as atividades e serviços prestados.

O presidente do sistema Faesc/Senar José Zeferino Pedrozo participou da abertura oficial e da visitação, ao lado do vice-presidente de finanças Antonio Marcos Pagani de Souza, do assessor jurídico Clemerson Pedrozo, do presidente do Sindicato Rural Sérgio Griss.

O estande expõe atividades de formação profissional rural, promoção social e principalmente assistência técnica e gerencial, com ênfase para os resultados alcançados nas propriedades rurais. Os visitantes recebem folders, cartazes e outros materiais instrutivos sobre ações e programas oferecidos gratuitamente.

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No meio oeste catarinense o Senar-SC desenvolve o ATeG de gado de corte, bovinocultura leiteira e ovinocultura leiteira. Além disso, Campos Novos é um importante polo da rede e-Tec, através do qual a Faculdade CNA oferece dois cursos de alto nível: técnico em agronegócio e técnico em zootecnia.

O encerramento do Show Tecnológico está previsto para esta quinta-feira (dia 24).

Fonte: CNA Brasil

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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