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Saúde do Homem e da Mulher realiza mais de 170 atendimentos em Porto de Pedras

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A primeira edição do Programa Saúde do Homem e da Mulher Rural no Litoral Norte de Alagoas, neste ano, foi realizada no município de Porto de Pedras. Nos dias 3, 12 e 13 de maio, a equipe do Senar esteve na cidade para levar atendimento médico com foco na saúde e bem-estar do produtor e trabalhador rural.

No total, foram atendidas mais de 170 pessoas entre homens e mulheres, o maior desempenho registrado até agora entre os municípios que já receberam o programa.

No primeiro dia da ação, 100 homens realizaram a coleta de sangue para o exame de PSA, fundamental para controle e prevenção ao câncer de próstata, além de testes rápidos para doenças como HIV, sífilis e hepatites B e C. Aferição de pressão arterial e realização de eletrocardiograma também.

Os homens voltaram para a segunda etapa do atendimento no dia 13 de maio, quando foram atendidos pelo urologista Mário Ronalsa e para realização do exame de toque retal.

Já as mulheres foram contempladas com o programa no dia 12 deste mês, quando 77 trabalhadoras rurais realizaram exame de citologia, preventivo para câncer de colo de útero, testes rápidos para detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), como Sífilis, HIV e Hepatite, e ainda vacinação contra a Covid-19, gripe e Sarampo.

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Busca ativa

A Secretaria de Saúde de Porto de Pedras também fez busca ativa durante a realização do programa, indo até a residência das mulheres que estavam com atendimento marcado, mas que não compareceram por causa de imprevistos no transporte dessas pacientes.

Homens mediram a glicemia e fizeram testes rápidos para várias doenças
Homens mediram a glicemia e fizeram testes rápidos para várias doenças

“O Programa Saúde do Homem e da Mulher Rural em Porto de Pedras foi um sucesso. O trabalho de mobilização para deslocar os pacientes até o local do atendimento foi essencial para alcançarmos um índice de comparecimento excelente, próximo a meta fixada para as mulheres e de 100% para os homens”, comemora a coordenadora do programa, Andrea Almeida.

O urologista Mário Ronalsa, parceiro do Senar Alagoas nas ações voltadas para a saúde, aproveitou – momentos antes de iniciar o atendimento dos homens – para alertar sobre a importância de realizar o exame de toque retal.

“É um procedimento que não tira a masculinidade de ninguém. Mais importante é lembrar que o câncer de próstata é a segunda doença mais comum entre os homens. Dados do Instituto Nacional de Câncer e da Sociedade Brasileira de Urologia mostram que o Brasil registrou 61.200 novos casos e 13 mil óbitos somente em 2018”, revela.

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“A cada 7 minutos, um brasileiro é diagnosticado com a doença, e a cada 40 minutos, um morre. É como se tivéssemos um Trapichão cheio todo ano de pessoas diagnosticadas com a doença”, compara.

A próxima edição do Programa Saúde do Homem e da Mulher está marcada para os dias 26 e 27 de maio, quando a equipe do Senar retorna ao município de Viçosa para dar continuidade ao atendimento iniciado no último dia 6.

Em junho, fechando o primeiro semestre, o programa será realizado no município de Minador do Negrão nos dias 1°, 9 e 10 do próximo mês. Em 08 de junho ele será iniciado em Estrela de Alagoas, com a segunda etapa agendada para 21 e 22 de julho.

Fonte: CNA Brasil

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LEITE/CEPEA: Preço ao produtor acumula alta real de 20,6% no ano

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Cepea, 30/06/2022 – O preço do leite captado em maio/22 e pago aos produtores em junho/22 registrou aumento de 5,3% frente ao mês anterior, chegando a R$ 2,6801/litro na “Média Brasil” líquida do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Esta é a quinta alta mensal consecutiva, de modo que, desde janeiro, o leite no campo acumula valorização real de 20,6% (valores deflacionados pelo IPCA de maio/22).

Os preços do leite no campo seguem em alta, devido à menor produção. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o volume de leite cru industrializado pelos laticínios brasileiros diminuiu 10,3% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2021. Com isso, as indústrias de laticínios seguem em disputa pela compra do leite cru, matéria-prima para a produção de lácteos, para tentar evitar capacidade ociosa de suas plantas.

A restrição de oferta do leite – e, consequentemente, dos lácteos – é explicada pela entressafra da produção. Com o inverno e clima mais seco, a qualidade e disponibilidade das pastagens cai e, por isso, a alimentação do rebanho é afetada, levando à queda na produção. E é preciso destacar que, neste ano, o fenômeno climático La Ninã também intensificou os efeitos sazonais de diminuição da oferta.

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Ainda que o componente climático seja importante para explicar esse cenário, não seria exagero dizer que o principal fator que explica essa alta substancial dos preços é, de fato, o aumento dos custos de produção. Segundo pesquisas do Cepea, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade esteve em alta nos últimos três anos – de janeiro de 2019 a maio de 2022, o avanço no COE foi de expressivos 56%.

Observa-se, assim, que toda estrutura de produção foi se encarecendo nos últimos anos, espremendo as margens dos produtores. Diante desse cenário, muitos pecuaristas enxugaram investimentos ou saíram da atividade. Para assegurar alguma rentabilidade, produtores também recorreram ao abate de animais, atraídos pelos elevados preços da arroba. De acordo com dados do IBGE, o número de vacas e novilhas abatidos no primeiro trimestre de 2022 aumentou 11,4% e 17,2%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado.

Levando-se em conta que a produção de leite é uma atividade de ciclo operacional longo, pode-se dizer, portanto, que esse cenário observado atualmente é resultado de um longo período de aumentos consistentes nas cotações dos insumos agropecuários, que corroeu margens de produtores e de laticínios por muitos meses. Agentes do setor consultados pelo Cepea relatam que essas altas nos preços dos lácteos vinham sendo represadas, já que a demanda brasileira está bastante fragilizada. Contudo, a redução drástica da oferta levou a uma situação generalizada de queda nos estoques de derivados lácteos, o que tem sustentado o avanço dos preços ao consumidor.

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PERSPECTIVA – A expectativa do setor é de que os preços no campo sigam firmes, à medida que a oferta continuou baixa em junho. O levantamento do Cepea mostra que, em Minas Gerais, o preço médio mensal do leite spot subiu fortes 26,2% de maio para junho, em termos reais, chegando a R$ 3,80/litro na média mensal. Grade parte desse aumento ocorreu da primeira para a segunda quinzena do mês, quando o preço médio subiu 20,8% e atingiu R$ 4,16/litro. Com a matéria-prima mais cara e estoques enxutos, os derivados lácteos seguiram fortemente valorizados em junho. De acordo com a pesquisa do Cepea/OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), na negociação entre laticínios e canais de distribuição do estado de São Paulo, os preços médios mensais do leite UHT e da muçarela avançaram quase de 18% de maio para junho.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui, por meio da Comunicação do Cepea e com a pesquisadora Natália Grigol: [email protected]

Fonte: CEPEA

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